É nas grandes “centrais de comando” do nosso corpo que podemos realmente vencer a ansiedade. Ela afeta algumas áreas-chave, que precisamos de gerir para conseguirmos lidar com ela de forma mais positiva e eficaz.

 

Bioquímicos

Esta é a primeira área impactada pela ansiedade e a sua ativação é imediata. O nosso corpo produz bioquímicos, hormonas, que lhe são “encomendados” conforme as necessidades. Por exemplo, numa situação de perigo, o corpo imediatamente produz grandes quantidades de adrenalina, para nos capacitar a enfrentar esse perigo. O problema aqui, não é esse processo, mas a “entidade” que faz a encomenda. Ou seja, a produção da hormona não é provocada pela situação em si, mas pelo que está a acontecer na mente, no pensamento. Isto significa que o teu corpo vai produzir toda essa adrenalina, quer estejas perante um perigo real, quer estejas a ver um filme assustador ou apenas a pensar numa situação de perigo. E também acontece assim com as outras hormonas.

 

E o que é que isso tem a ver com a ansiedade?

Como já vimos no artigo anterior, a ansiedade nasce na mente, num padrão de pensamento negativo e automático. Então, o corpo vai produzir os bioquímicos que esse padrão encomenda, hormonas tóxicas e negativas, como a adrenalina e o cortisol. Estas hormonas têm o seu papel na nossa vida, elas são úteis quando necessárias. Mas não são para estar a inundar o nosso corpo a tempo inteiro. Essa desregulação hormonal causa imenso desgaste e pode acabar por provocar doenças físicas (como úlceras, problemas cardíacos, etc).

Então, para conseguires gerir a ansiedade (e outras emoções), é muito importante perceberes o que está a acontecer dentro do teu corpo, aprenderes a identificar os sintomas e perceberes o que eles significam em termos bioquímicos. Ou seja, podes aprender a conhecer a dinâmica e os sintomas de cada hormona, para perceberes os seus picos, os excessos de produção e conseguires geri-los.

A principal hormona produzida pela ansiedade é o cortisol. No nosso site podes encontrar vários artigos sobre bioquímicos, que te ajudarão a perceber melhor não só o funcionamento e papel das tuas hormonas mas também como podes geri-las, em http://www.lisboacounselling.com/index/

 

Hormonas boas

Para reduzir a ansiedade, é necessário não só baixar o cortisol e adrenalina, mas também aumentar a produção das hormonas boas, que te farão sentir e funcionar melhor: serotonina, endorfina, ocitocina, dopamina, etc. Estas hormonas são produzidas em situações específicas. Uma das áreas que podes desenvolver na LisboaCounselling, é este treino e desenvolvimento da capacidade de gerires as tuas hormonas, reduzindo as que não queres e aumentando a produção das que queres, com todas as implicações práticas que isso vai ter.

 

Neuroplasticidade

Outra área importante no trabalho com a ansiedade, é perceber o que acontece no nosso cérebro. Nós funcionamos por padrões automáticos que sempre se repetem (tanto no positivo como no negativo). A ansiedade também funciona dentro de padrões automáticos. Há algo que surge, um trigger, que vai desencadear toda essa espiral da ansiedade. Pode ser um pensamento, um medo, preocupação, memória; pode ser alguma situação, uma atitude de outra pessoa, algo que acontece, e que dá início ao processo de ansiedade. Isto é tão automático (e inconsciente) que nem te apercebes e quando reparas já estás no meio da ansiedade.

Perceber como essa espiral destrutiva funciona, ajuda-nos a conseguir interrompê-la e inverter o percurso. E mais, a neuroplasticidade, a capacidade do nosso cérebro de criar novos programas, permite-nos fazer uma neuro-reprogramação. Esta não é mais do que ir “desativando” esses velhos programas destrutivos e criar novos “programas”, novas formas de lidar com as situações, novas formas de reagir e sentir que sejam intencionais, planeadas e positivas.

 

A tua ansiedade não vai embora a não ser que trabalhes para isso. A proposta da LisboaCounselling não é medicação, não é nenhum tipo de controlo, mas treino de ferramentas que te capacitem a lidar com a ansiedade. Tal como tens estratégias para lidar com outras sensações que não gostas – como a sede, a fome, o sono, etc. – também podes desenvolver formas de ultrapassar a ansiedade.

No próximo artigo vou falar acerca de algumas das ferramentas que podes começar a usar.